COMO ESCOLHER O EQUIPAMENTO

 
 

 

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Ø O Fato

Para os praticantes da caça submarina convém ser um fato especial caça, isto é, interior de célula aberta e exterior revestido a nylon. O fato deve ser composto por duas partes, as calças, que vão até aos ombros, e o casaco, que inclui o "capuz".

Para além disto o fato deve ser cosido e colado, sem que as costuras o atravessem de um lado ao outro. Deve ser aderente, e por isso ter em atenção os fatos "revestidos a titânio", pois embora aparentemente mais quentes, perdem na aderência interior, e isso permite uma maior circulação de água.

O fato deve ser justo mas não apertado, isto é, deve estar "aconchegado" mas ao mesmo tempo permitir a nossa movimentação.

Ainda deve ter-se em conta o facto de o fato ter ou não reforços, para carregar a arma (no peito), e para protecção (nos joelhos e cotovelos e se possível na zona das nádegas).

Para Portugal, a espessura do fato deve andar na "casa" dos 5mm, no entanto para os mais friorentos, que façam caça de Inverno também, talvez um casaco de 6,5mm-7mm ajude.

Ainda em relação ao fato, deve ter-se em atenção o sistema de "engate" do casaco com as calças, que deve ser composto por um ou dois "machos" e a/s respectiva/s fêmea/s.

Importa ainda referir que actualmente todos os fatos são bons, há no entanto alguns melhores, como os Picasso e os Omer.

Dependendo do tipo de caça que predominantemente se pratique, deve ter-se um fato adequado. Assim, para quem caça junto à costa (rochas, buracos) o fato deve ser como referi, revestido por fora com nylon. Para quem pratica a caça no azul o fato deve ser liso por fora pois o atrito é menor, no entanto é mais vulnerável à abrasão.

Quanto à camuflagem, há para todos os gostos, talvez no azul ela seja mais eficaz do que propriamente na costa, onde o meio envolvente é constantemente diferente.

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Ø A Arma

A arma é também um ponto de difícil escolha, mas vou tentar esclarecer algumas dúvidas que possam existir.

 

Modelo Baby : para caçar no buraco

Modelo 75 : para o buraco e "redondezas"

Modelo 90: buraco longo, agua livre e espuma, índio

Modelo 100 : agua livre, agachon, caída

Modelo 110 e maiores : para os pelágicos
 

A maioria das armas que estão no mercado são boas, no entanto o melhor é escolher uma que tenha o mínimo de "senãos". Assim e uma das partes importantes é o facto da arma ser aerodinâmica e possuir um punho ergonómico. Deve ter quase imprescindivelmente o apoio de carga, o que vai facilitar muito a manobra. A qualidade dos elásticos e a sua força é um factor a ter em conta, tal como a ogiva, que deve ser resistente (esquecer por completo as que são de "fiozinho de arame").

O carreto, peça esta que pode ser adquirida posteriormente, ajudará em muito quando se andar a caçar ao buraco, mas a profundidade considerável (mais que o comprimento do arpão com fio e arma incluído) isto é, a partir dos seus 4-5 metros.

A utilidade do carreto reside no facto de podermos subir à superfície com a arma na mão deixando o arpão no buraco, e também pelo facto de poder dar-se linha para cansar as presas grandes.

Para quem inicia eu recomendo uma arma 75cm, é uma arma polivalente, e não sofre tanto nas rochas como uma de 90cm.

Tanto a Omer (Omer Excalibur 2000) como a Picasso têm boas armas, as Cressi também são boas.

 

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Ø As Barbatanas

Para a caça submarina são necessárias barbatanas grandes (~1m), o que difere de umas para as outras é a rigidez e o material. Quem se quer iniciar e não sabe quais deve comprar, digo-lhe que deve comprar umas com dureza intermédia, pois são polivalentes e por isso dispensam investimentos imediatamente a seguir. As barbatanas devem ter pala substituível e devem ser de borracha mais macia na ponta do pé e na zona do tornozelo. Importa ainda referir que as barbatanas devem ser de calçar, e não de enfiar com botas (com fivela).

As barbatanas devem ser justas mas não podem apertar demasiado o pé, sob pena de atormentar o caçador durante toda a caçada, podendo provocar cãibras.

Independentemente de a Cressi, da Sporasub ou da Omer terem boas barbatanas eu aconselho as Picasso, e para quem começa, as Picasso start (foto abaixo) são óptimas, pecam apenas quando se anda em correntes.

 

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Ø A Faca

Esta parte do equipamento não requer exagerado cuidado, no entanto deve ter-se em atenção algumas especificidades, afim de evitar gastos num utensílio que pode acabar por não ter a utilidade que devia. Assim, a faca deve ser pontiaguda, de lâmina de um lado e serrilha de outro. Se possível a faca deve ter também um corta cabos. O material da lâmina deve ser de inox série de mar AISI 316, no entanto qualquer faca que não seja de titânio enferruja. Para evitar que isto aconteça, no fim de sair da água do mar deve passar-se a faca por água doce, se possível com sabão. Já em casa, um pouco de spray anti-corrosão também não faz mal nenhum. Importa ainda dizer que as facas de titânio embora não enferrujem, não conseguem ter um corte tão afiado como as de aço inox.

Ainda no que se refere a este acessório talvez seja importante ter em conta o sistema de encaixe da faca, que deve ter uma espécie de o-ring para evitar que a faca se desprenda acidentalmente. As facas que são de desencaixe fácil (carregar numa patilha e ela solta-se) são de evitar, pois o simples toque de uma perna na outra pode ser suficiente para perder a faca.

 

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Ø A Máscara

Para quem quer adquirir uma máscara será importante ter em conta alguns factores. Este elemento imprescindível deve ser concebido em material confortável e por isso aconselho que seja em silicone a parte que está em contacto com a cara.

Para ser a máscara certa para si, ela deve adaptar-se ao seu rosto e por isso deve segurar-se na cara bastando para isso que inspire, com ela no rosto. Se a máscara se adapta ao rosto e não cai quando inspira, passe ao passo seguinte, que é colocá-la correctamente na cara e ajusta-la á sua medida. Gesticule, mexa a boca, os maxilares, se não sentir dor por cima do lábio ou no topo do nariz, e nem em qualquer outro local, então essa máscara é boa para si.

Consoante o tipo de caça que vai fazer, a máscara deve adaptar-se. Assim, se não pretende caçar fundo uma máscara com grande campo de visão será melhor, pois permitirá uma melhor visibilidade.

Para quem pretende ir mais fundo uma máscara de volume interno reduzido é melhor pois quando se desce não se sente tanto o efeito de sucção, no entanto perde-se na visibilidade.

 

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Ø O Tubo

O Tubo ou snorkel é uma peça fundamental no equipamento de pesca submarina, embora muitas vezes não lhe seja dada a importância devida.

Para a nossa modalidade o tubo indicado é o mais simples possível, sem válvulas, sem sistemas "do futuro" de prevenção de entrada de água, etc. Assim, para nós o tubo deve ser flexível (material que permite dobrar), não deve ter um diâmetro nem grande nem pequeno demais, nem ser demasiadamente curto ou comprido. Para esclarecer melhor este ponto acrescento que o diâmetro interior deve ter entre 1,7 e 2 cm, e que o comprimento do tubo deve ser, no fim de posto na boca e ligeiramente inclinado para trás, entre 7 e 12 cm mais saliente que a cabeça.

Quanto às marcas, todos têm modelos que são bons, no entanto têm outros que desaconselho veementemente.

Porquê não usar tubo com válvulas? A resposta é simples, embora para quem começa as válvulas ajudem no vazamento do tubo, elas tornam-se um tormento para quem quer afundar. Nas subidas e descidas o tubo vibra muito mais devido à dimensão destas (válvulas) e isso é muito desconfortável (incomodativo).

Para além desta vibração excessiva provocada em descidas ou subidas, estes tubos têm outro inconveniente... são mais caros.

 

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Ø O Peso

O peso/pesos embora por vezes incómodo/s são fundamentais para conseguir afundar. Mesmo que tenhamos algum peso (chumbo) mas não o suficiente, é por vezes um esforço inglório a tarefa de afundar.

Assim, e tendo em conta que existem diferentes tipos de chumbo (de 1kg, de 2Kg, de pôr à cintura, de pôr nos tornozelos, nas costas...), existe uma regra que diz que por cada 10 Kg de peso do nosso corpo devemos pôr um quilo de chumbo no cinto. Para além disto devemos juntar mais um para compensar a flutuabilidade do fato. Estes valores são os indicados pelas regras, mas eu cheguei à conclusão que para quem usa meias e luvas de neopreme e fato de 5mm de espessura, precisa de mais um quilito no cinto, quilo este que não é obrigatório mas ajudará em muito a tarefa de descida.

 

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Última actualização 05/01/06

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